Postagens

Da mais provável para à mais improvável?

Imagem
Um julgamento sob incerteza "Eu acho que ...", "as chances são ...", "É improvável que ...", etc são só algumas forma do ser humano se expressar baseados em probabilidades de certos eventos, como resultado de uma eleição, o valor futuro do dólar ou o resultado de um partida de futebol. Porém poucos param para pensar que esses valores, ocasionalmente (quase que 100% das vezes),  são expressos em forma numérica como probabilidades ou probabilidades subjetivas baseados em crenças. Portanto como nós avaliamos a probabilidade de um evento incerto ou o valor de uma quantidade incerta?  Considere um primo distante, Beto, que você não tinha conhecimento, porém em uma tarde de verão no café com a família você ficou sabendo da existência dele. Na conversa lhe passaram que seu primo é extremamente tímido e retraído, invariavelmente prestativo, mas com pouco interesse pelas pessoas ou no mundo da realidade. E concluíram que Beto é uma alma mansa e organizada, e...

Essa Correlação é Espúria?

Imagem
Não podemos negar que os seres vivos, não só os humanos, somos geradores de dados. Neste exato momento quantas fotos estão sendo enviadas para os servidores do Google, quantos passos seu Smartwatch registrou hoje, índices financeiros ou quantos quilômetros e stream de vídeos as baleias do projeto Jupiter Research Foundation produziram. No entanto, temos fixação por regras, leis e para isso necessitamos inferir dados. Como colocar todos esses dados na caixola? Não dá. E sabemos que quanto maior a aleatoriedade da informação maior é a sua dimensionalidade, portanto temos que reduzir a dimensionalidade da informação. Irei aplicar uma técnica de redução de dimensionalidade de dados PCA (Principal Component Analysis)? Não dá, novamente. O que nós seres humanos, pelo menos alguns de nós, somos capaz de fazer até agora é apenas resumir as informações. Esquecer algumas informações irrelevantes, dando relevância maior para outros, ou seja, em resumo: iremos simplificar os dados e tornar o nos...

A "física difícil" se denomina Ciências Sociais?

Imagem
Imagine agora o quão seria difícil a Física se a partículas subatômicas pudessem pensar.  Pode parecer meio estranho esse pensamento a princípio, porém se considere uma partícula entre 7.5 bilhões nesse mundo. Agora observe o desafio das disciplinas nomotéticas (resumidamente são disciplinas que se esforçam em extrair leis no sentido de relações quantitativas de certo modo constantes que possam ser expressas sob a forma de funções matemáticas ou relação) relacionadas a área das humanas como a psicologia científica, a sociologia, a etnologia, a linguística, a economia, a ciência política e a demografia em extrair ou estabelecer preposições (leis) sobre um pequeno grupo de partículas pensantes, ou seja, poucos de nós (conjunto limitadíssimo). Imagina o tamanho desse desafio em inferir algum índice econômico com um conjunto bem maior de partículas pensantes.  No vídeo a seguir observa-se o comportamento e milhares de aves formando uma nuvem de partículas, que junta cons...

O primeiro de vários devaneios

Imagem
A Engenharia e o Devaneio Poético “Trazer à plena luz a tomada de consciência de um sujeito maravilhado pelas imagens poéticas” é o que filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962), a partir de seus estudos acerca do fato poético sugere como um dos fatores que envolvem o leitor de poemas. O ser humano leitor atingiu um nível de consciência criante onde há um certo nível de ingenuidade e de maravilhamento frente às imagens criadas induzidas pelos poetas. O poeta atinge certos processos cognitivos de seus leitores vinculados à racionalidade e a emoção de tal forma que fogem a racional. O próprio filosofo citado anteriormente retrata a imaginação não como a faculdade de formar imagens da realidade é sim como faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade. Bachelard declara ainda que: “nos poemas manifestam-se forças que não passam pelos circuitos de um saber ”. Gaston Bachelard, em sua obra A poética do devaneio (1960), adverte que há um risco para o “sonhar acordado”: o ...