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Essa Correlação é Espúria?

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Não podemos negar que os seres vivos, não só os humanos, somos geradores de dados. Neste exato momento quantas fotos estão sendo enviadas para os servidores do Google, quantos passos seu Smartwatch registrou hoje, índices financeiros ou quantos quilômetros e stream de vídeos as baleias do projeto Jupiter Research Foundation produziram. No entanto, temos fixação por regras, leis e para isso necessitamos inferir dados. Como colocar todos esses dados na caixola? Não dá. E sabemos que quanto maior a aleatoriedade da informação maior é a sua dimensionalidade, portanto temos que reduzir a dimensionalidade da informação. Irei aplicar uma técnica de redução de dimensionalidade de dados PCA (Principal Component Analysis)? Não dá, novamente. O que nós seres humanos, pelo menos alguns de nós, somos capaz de fazer até agora é apenas resumir as informações. Esquecer algumas informações irrelevantes, dando relevância maior para outros, ou seja, em resumo: iremos simplificar os dados e tornar o nos...

O primeiro de vários devaneios

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A Engenharia e o Devaneio Poético “Trazer à plena luz a tomada de consciência de um sujeito maravilhado pelas imagens poéticas” é o que filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962), a partir de seus estudos acerca do fato poético sugere como um dos fatores que envolvem o leitor de poemas. O ser humano leitor atingiu um nível de consciência criante onde há um certo nível de ingenuidade e de maravilhamento frente às imagens criadas induzidas pelos poetas. O poeta atinge certos processos cognitivos de seus leitores vinculados à racionalidade e a emoção de tal forma que fogem a racional. O próprio filosofo citado anteriormente retrata a imaginação não como a faculdade de formar imagens da realidade é sim como faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade. Bachelard declara ainda que: “nos poemas manifestam-se forças que não passam pelos circuitos de um saber ”. Gaston Bachelard, em sua obra A poética do devaneio (1960), adverte que há um risco para o “sonhar acordado”: o ...