O primeiro de vários devaneios

A Engenharia e o Devaneio Poético

“Trazer à plena luz a tomada de consciência de um sujeito maravilhado pelas imagens poéticas” é o que filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962), a partir de seus estudos acerca do fato poético sugere como um dos fatores que envolvem o leitor de poemas. O ser humano leitor atingiu um nível de consciência criante onde há um certo nível de ingenuidade e de maravilhamento frente às imagens criadas induzidas pelos poetas.
O poeta atinge certos processos cognitivos de seus leitores vinculados à racionalidade e a emoção de tal forma que fogem a racional. O próprio filosofo citado anteriormente retrata a imaginação não como a faculdade de formar imagens da realidade é sim como faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade. Bachelard declara ainda que: “nos poemas manifestam-se forças que não passam pelos circuitos de um saber”.
Gaston Bachelard, em sua obra A poética do devaneio (1960), adverte que há um risco para o “sonhar acordado”: o desdobramento das imagens mentais pode perder-se, se não forem registradas. Diante deste fato Bachelard afirma que:
"um devaneio, diferentemente do sonho não se conta. Para comunicá-lo é preciso escrevê-lo com emoção, escrevê-lo com gosto, revivendo-o melhor ao transcrevê-lo. Tocamos aqui no domínio do amor escrito".
É com essa vertente que venho aos interessados, na leitura desse blog, tentar passar a minha paixão e experiência na área de engenharia de computação. Do que se trataria esse paixão? De forma resumida, de quem adora lidar com grandes quantidades de dados de problemas do mundo real, para entender ou auxiliar na solução do mesmo do nosso cotidiano. Esse que vos fala irá abordar temas com o intuito de enfatizar esses "grandes volumes de dados", aprendizado de máquina (Machine Learning), Inteligência Artificial entre outras tecnologias. 

A poética do Devaneio, Gaston Bachelard (1960).

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